Normalmente, estamos acostumados a acompanhar pelas redes sociais, pela TV, jornais as coisas que acontecem pelo mundo a fora, posso estar enganado mas principalmente as coisas ruins. Há um tempo atrás como já falei aqui, os acontecimentos lamentáveis em Mariana - MG e em Paris. E de longe ficamos "nossa, que triste", mas e quando acontece com a gente?
É a primeira vez que estou vivendo uma situação de estado de emergência em minha cidade e quando fiquei sabendo, logo fiquei meio preocupado. Afinal, nunca vivi isso, não sei como me comportar.
Desde o ano passado, a média do volume de chuva é maior do que em muitos anos. Nos últimos dias, ela está vindo com muita força em pouco tempo, causando vários estragos aqui e na região. Fiquei sabendo que pontes caíram, estradas cederam, árvores desabaram, bairros estão sem água desde a tarde, pessoas foram levadas pela água e a sensação de insegurança frente a natureza aumentou.
E aí com tudo isso acontecendo o que sobra em nossos corações é a descrença, a reclamação, o questionamento, "por que comigo?". Uma vez ouvi uma resposta muito interessante, "por que não com você?". Às vezes em nosso olhar pequeno e egoísta, achamos que devemos ser imunes a esse tipo de coisa, devemos ser intocáveis em relação aos acidentes, em relação às catástrofes. Desculpe dizer isso, talvez você não pense assim, mas nós somos iguais. Somos feitos das mesmas matérias e sujeitos aos mesmos acontecimentos, uma vez que todos nós somos seres humanos em um mundo que às vezes parece ser caótico.
Então o que fazer quando acontece com a gente?
Podemos escolher, podemos continuar nos fazendo de vítimas achando que tudo conspira contra nós, podemos aceitar, chorar, enxugar as lágrimas, levantar e continuar, podemos simplesmente desistir e cruzar os braços, podemos fingir que nada está acontecendo. Tudo isso são possibilidades e acredito que há muitas outras que não citei.
O que eu entendo que é o melhor caminho a ser seguido, é saber daquilo que está acontecendo, saber minhas possibidades e limitações e fazer o que posso, nem mais, nem menos. Para mim, desistir e reclamar não parece ser a melhor opção, levantar e ter esperança no amanhã sim, porque acredito que uma hora isso se resolverá.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
O ser humano e a finitude.
(É engraçado como as ideias dos posts às vezes surgem das situações mais inusitadas. Esse por exemplo começou com uma descarga no vaso sanitário. Parece desnecessária essa informação, e talvez seja, mas vamos ao que interessa e veja você se foi ou não).
Com essa simples descarga comecei a pensar rapidamente quanta água é utilizada ali e lembrei que hoje temos descargas possuem duas possibilidades diferentes na quantidade de água porque há o discurso e a ideia de sustentabilidade. Mas imagino que quando inventaram a descarga, provavelmente não consideraram que a água era um recurso finito, e aí fomos usando, usando até percebermos que uma hora acaba.
Assim também com outros bens naturais, como a madeira, os animais, parece que o ser humano não pensava que uma hora acabaria, mas uma hora acaba, infelizmente acaba...
Pegando o exemplo dos animais, quantas espécies já não foram extintas por causa da caça? Quantas ainda não estão ameaçadas de extinção? (Lembro que quando eu era pequeno tinha tazos do chiclete Ping Pong com os animais com risco de extinção e esses dias atrás vi na TV falar sobre a arara-azul ou araraúna, que continua com esse risco. Anos passaram mas esses animais continuam sendo caçados para virarem troféus).
Parece-me que o ser humano muitas vezes perde seu senso de finitude.
Isso inclui a sua própria finitude. Nós temos dificuldade de lidar com ela. Muitas vezes não aceitamos ou não queremos aceitar, mas nós mesmos somos finitos. E precisamos considerar isso.
"Como assim?", "Por que pensar que um dia eu passarei?", "Que post melancólico e pessimista!".
Calma, estou falando isso porque pensar sobre poderá influenciar diretamente na forma na qual vivemos. (E esse é o ponto que considero mais importante aqui).
Quando penso que não viverei para sempre, começo a refletir melhor sobre o modo como estou vivendo.
Por saber que um dia morrerei penso que guardar rancor ou mágoas não vale a pena; me faz considerar que não devo deixar para depois me importar com o outro; que preciso cuidar do meio ambiente para as futuras gerações; que as pessoas são mais importantes que o dinheiro.
Ao meu ver, isso é viver de maneira mais intensa. Quando digo intensa, não estou dizendo inconsequente, muito pelo contrário, justamente por saber da minha finitude, entendo que preciso aproveitar de forma saudável sem querer encurtar minha vida por causa de um carpe diem.
Pensar sobre a minha finitude, me faz ter forças para levantar e viver um dia a mais valorizando a vida. A minha e a do outro. Como diz a letra da música do Legião Urbana: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Pense nisso e vamos tentar viver de uma forma que valha a pena! Cientes da finitude, mas com a esperança de viver bem!
(Agradecimento especial à Eleanor que me ajudou a pensar de forma esperançosa em face da finitude.)
Com essa simples descarga comecei a pensar rapidamente quanta água é utilizada ali e lembrei que hoje temos descargas possuem duas possibilidades diferentes na quantidade de água porque há o discurso e a ideia de sustentabilidade. Mas imagino que quando inventaram a descarga, provavelmente não consideraram que a água era um recurso finito, e aí fomos usando, usando até percebermos que uma hora acaba.
Assim também com outros bens naturais, como a madeira, os animais, parece que o ser humano não pensava que uma hora acabaria, mas uma hora acaba, infelizmente acaba...
Pegando o exemplo dos animais, quantas espécies já não foram extintas por causa da caça? Quantas ainda não estão ameaçadas de extinção? (Lembro que quando eu era pequeno tinha tazos do chiclete Ping Pong com os animais com risco de extinção e esses dias atrás vi na TV falar sobre a arara-azul ou araraúna, que continua com esse risco. Anos passaram mas esses animais continuam sendo caçados para virarem troféus).
Parece-me que o ser humano muitas vezes perde seu senso de finitude.
Isso inclui a sua própria finitude. Nós temos dificuldade de lidar com ela. Muitas vezes não aceitamos ou não queremos aceitar, mas nós mesmos somos finitos. E precisamos considerar isso.
"Como assim?", "Por que pensar que um dia eu passarei?", "Que post melancólico e pessimista!".
Calma, estou falando isso porque pensar sobre poderá influenciar diretamente na forma na qual vivemos. (E esse é o ponto que considero mais importante aqui).
Quando penso que não viverei para sempre, começo a refletir melhor sobre o modo como estou vivendo.
Por saber que um dia morrerei penso que guardar rancor ou mágoas não vale a pena; me faz considerar que não devo deixar para depois me importar com o outro; que preciso cuidar do meio ambiente para as futuras gerações; que as pessoas são mais importantes que o dinheiro.
Ao meu ver, isso é viver de maneira mais intensa. Quando digo intensa, não estou dizendo inconsequente, muito pelo contrário, justamente por saber da minha finitude, entendo que preciso aproveitar de forma saudável sem querer encurtar minha vida por causa de um carpe diem.
Pensar sobre a minha finitude, me faz ter forças para levantar e viver um dia a mais valorizando a vida. A minha e a do outro. Como diz a letra da música do Legião Urbana: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Pense nisso e vamos tentar viver de uma forma que valha a pena! Cientes da finitude, mas com a esperança de viver bem!
(Agradecimento especial à Eleanor que me ajudou a pensar de forma esperançosa em face da finitude.)
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