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sábado, 19 de agosto de 2017

Sonhando acordado: Amsterdam - Inspira, expira, inspira, expira.

ESTÁ CHEGANDO! Em Setembro embarcarei para a tão esperada viagem! Particularmente, estava me considerando bem tranquilo até então, mas nesse último mês o mundo está virando de cabeça para baixo e estou tentando, como disse no último post sobre a preparação, contornar a ansiedade.

"Credo Felipe, se eu fosse você estaria só na alegria. O que te deixa tão ansioso?"

A primeira coisa é que é algo novo e de maneira geral, o que é novo assusta um pouco. Existe a questão da língua, ainda que eu esteja estudando inglês, não é minha língua materna e isso traz um pouco de insegurança. E também comecei a estudar um pouco de holandês essa semana e não, eu não deixei para estudar na última hora por vontade própria, o curso que estou fazendo só abriu agora. Claro que uma língua nova não se aprende da noite para o dia e por mais que eu vá usar basicamente o inglês lá, saber um pouco de holandês pode ser uma boa.

A segunda coisa é que parte das minhas responsabilidades no Brasil continuam. Isso quer dizer que tenho corrido com trabalhos, provas, relatórios e principalmente, o TCC. Lá também vou ter afazeres e um deles será falar sobre o meu contexto no Brasil, vou precisar montar uma apresentação. Com isso vem junto a responsabilidade de representar minha faculdade. Fiz uma pequena tabela com as atividades que preciso cumprir, mas ainda fica uma sensação de "será que estou esquecendo algum trabalho?".

Essa sensação de estar esquecendo alguma coisa é horrível. Para de fato não esquecer nada, fiz um check list do que preciso levar/fazer antes de ir. Isso inclui exames médicos, comprar remédios básicos, renovação da carteira de motorista e levar um dinheiro de reserva. A maioria dessas coisas já consegui fazer, graças a Deus.

Por isso, se eu estiver meio estranho (mais do que o normal) peço a sua compreensão. Muitas coisas passam pela minha cabeça ao mesmo tempo, mas prometo que é temporário.
Apesar de tudo, sinto como diz a sessão do blog como se estivesse sonhando acordado e escolhi esse título porque me identifico um pouco com essa música:


domingo, 1 de maio de 2016

Até encontrar o seu caminho...

Costumo acompanhar canais no Youtube com certa frequência e alguns deles é bem interessante ver o quanto a pessoa mudou com o tempo.
Um dos canais que acompanho é o Desimpedidos que fala sobre futebol e resolvi assistir um vídeo antigo apenas para rever mesmo. Sem perceber, comecei a prestar atenção, comparar como mudou o estilo do apresentador Fred. Os vídeos atuais parecem ser mais autênticos, dá para perceber que ele conseguiu construir sua imagem própria, seus bordões, seu estilo.
Uma vez vi um vloggeiro chamado Felipe Castanhari falando sobre isso, que no começo ele tinha tentado imitar pessoas que já faziam vlog até que resolveu ter sua própria identidade porque não estava se sentindo confortável daquela forma.

Na escrita, pode até ser que você copie uma fórmula, um jeito de escrever ou gênero que está fazendo sucesso para também ganhar destaque, mas penso, qual é o sentido de alcançar algo que não foi você que desenvolveu? Ok, a primeira resposta pode ser, "mas vou ganhar dinheiro", pode até ser, mas particularmente não vejo sentido em ganhar dinheiro dessa forma. Será que vale ganhar dinheiro a qualquer custo? Mesmo que esse custo seja a sua autenticidade?

Acho que no começo, quando não conseguimos pensar de forma profunda para construir nosso próprio caminho é importante ouvirmos, observarmos e tentarmos inspirados em outros, mas que isso não seja algo eterno. Entendo que isso deve acontecer até termos maturidade suficiente para desenvolvermos algo próprio.

Digo isso também em relação à vida, a minha vida deve ser o meu caminho, não o caminho dos meus pais ou dos meus professores ou dos meus amigos ou seja lá quem for. Isso não significa que devo seguir sem dar atenção ao que eles dizem. Posso ouvir conselhos, ouvir opiniões, mas no final, devo escolher o caminho para trilhar e sim, acho que os conselhos podem ser muito valorosos para ajudar nas decisões.

Para finalizar, parece que em algum momento da nossa vida precisamos desenvolver nossa própria identidade, nosso próprio estilo, nosso próprio caminho. Não precisamos ter medo de tentar, ainda que o medo do que não está certo nos ronde (e sobre o medo, recomendo esse post da Nicole).
Até encontrar seu caminho você pode ir por trilhas que já percorerram, mas reforço, isso até encontrar o seu caminho...

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

E quando acontece com a gente?

Normalmente, estamos acostumados a acompanhar pelas redes sociais, pela TV, jornais as coisas que acontecem pelo mundo a fora, posso estar enganado mas principalmente as coisas ruins. Há um tempo atrás como já falei aqui, os acontecimentos lamentáveis em Mariana - MG e em Paris. E de longe ficamos "nossa, que triste", mas e quando acontece com a gente?

É a primeira vez que estou vivendo uma situação de estado de emergência em minha cidade e quando fiquei sabendo, logo fiquei meio preocupado. Afinal, nunca vivi isso, não sei como me comportar.

Desde o ano passado, a média do volume de chuva é maior do que em muitos anos. Nos últimos dias, ela está vindo com muita força em pouco tempo, causando vários estragos aqui e na região. Fiquei sabendo que pontes caíram, estradas cederam, árvores desabaram, bairros estão sem água desde a tarde, pessoas foram levadas pela água e a sensação de insegurança frente a natureza aumentou.

E aí com tudo isso acontecendo o que sobra em nossos corações é a descrença, a reclamação, o questionamento, "por que comigo?". Uma vez ouvi uma resposta muito interessante, "por que não com você?". Às vezes em nosso olhar pequeno e egoísta, achamos que devemos ser imunes a esse tipo de coisa, devemos ser intocáveis em relação aos acidentes, em relação às catástrofes. Desculpe dizer isso, talvez você não pense assim, mas nós somos iguais. Somos feitos das mesmas matérias e sujeitos aos mesmos acontecimentos, uma vez que todos nós somos seres humanos em um mundo que às vezes parece ser caótico.

Então o que fazer quando acontece com a gente?

Podemos escolher, podemos continuar nos fazendo de vítimas achando que tudo conspira contra nós, podemos aceitar, chorar, enxugar as lágrimas, levantar e continuar, podemos simplesmente desistir e cruzar os braços, podemos fingir que nada está acontecendo. Tudo isso são possibilidades e acredito que há muitas outras que não citei.

O que eu entendo que é o melhor caminho a ser seguido, é saber daquilo que está acontecendo, saber minhas possibidades e limitações e fazer o que posso, nem mais, nem menos. Para mim, desistir e reclamar não parece ser a melhor opção, levantar e ter esperança no amanhã sim, porque acredito que uma hora isso se resolverá.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Viver pelo medo.

Aviso: o post a seguir é um pouco diferente dos anteriores porque é um compilado de notas pessoais e o texto que fui redigindo com a leitura delas.

Há um tempo atrás comecei a perceber que em uma fase (ou boa parte) da minha vida estive vivendo pelo medo.
"Como assim?". Vivia momentos de forma artificial, não sendo totalmente quem sou, com medo em meu coração. Principalmente com medo de falhar, medo de não ser aceito, medo de me expor ao outro, medo de ser ferido.
Talvez a pressão de querer viver uma vida controlada e perfeita me fez ter muito medo de errar em minhas escolhas. Mas os dias foram se passando e percebi o quanto viver dessa forma estava me desgastando.
Estava me sentindo frustrado, decepcionado porque parecia que as coisas não estavam dando certo. Ou pelo menos não da forma que eu esperava.

Então não tenho medo de admitir que estou aprendendo a viver agora.

Viver de verdade. Sabendo que a vida não está sob o meu controle e que muitas coisas são descobertas com o caminhar.
Hoje parece que estou começando a respirar.
A pressão que havia (e há ainda) sobre meus ombros vai aos poucos sendo deixada para trás. Sei que isso tudo é um processo, que medos e traumas nem sempre saem de uma vez.
Mas parece que começo a entender de fato que a vida é semelhante a um quebra-cabeças (ainda que seja cliché isso. Aliás, se você já leu outros posts, deve saber que não ligo em usar clichés). Não é possível montar de uma vez, mas é preciso ir encaixando peça por peça.
Não preciso ter medo de não conseguir encaixar as peças na primeira tentativa. O importante é aprender como encaixá-las corretamente, independente do tempo que isso leve.

Hoje começo uma aventura chamada vida. Tentando deixar de viver pelo medo.



quinta-feira, 21 de maio de 2015

"Pois um tiro no escuro pode ser a solução ideal" - Castelo (Tanlan).

Arriscar. A própria palavra já diz, colocar algo em risco.

Quantas vezes temos medo de fazer isso?

Há quem seja visionário, empreendedor, sonhador que consegue arriscar sem muito desapego. Porém há aqueles que tem medo de arriscar. 
Por quê? 
As causas podem ser diversas, mas um dos motivos pode ser o medo de fracassar.
O sentimento de que pode não dar certo e isso colocará minha reputação em cheque. 

Pensando por outro lado, será que o pior fracasso não é nem arriscar? (Não lembro quando nem onde ouvi algo parecido com isso).
Não arriscar pode significar ter que conviver com o atormentador "e se...". 

Nem toda vez que arriscamos é necessariamente inconsequente ou sem planejamento. Tudo pode ser bem pensado e planejado, o risco vem na hora da execução, porque pode ou não dar certo.
Tomando como exemplo pessoas que fizeram o que, até então, era impossível acontecer, arriscaram (ex: Thomas Edison, Alexander Graham Bell, Santos Dumont/irmãos Wright). Várias e várias vezes. Estiveram entre a tênue linha do permanecer no lugar seguro e fracassar. 
Ainda que não tenham conseguido na primeira tentativa, não deixaram de arriscar e obtiveram o sucesso, muitas vezes até muito maior do que imaginavam. (É válido lembrar que o fracasso também faz parte da vida e ele é muito importante para nosso crescimento e amadurecimento). 

O quanto temos arriscado? Às vezes sair da zona de conforto e "mergulhar de cabeça" nos faz alcançar patamares que nunca imaginaríamos.