terça-feira, 26 de setembro de 2017

Sonhando acordado: Amsterdam - O lado difícil do intercâmbio

Depois das primeiras semanas a gente percebe que o intercâmbio também tem seu lado difícil. Claro, nem tudo são flores. E às vezes a gente até sabe disso, mas na prática é diferente.
Isso varia bastante de pessoa para pessoa, algumas sentem o golpe mais cedo, outras mais tarde, só que inevitavelmente o golpe vem.


Calma, não estou em desespero, depressão ou qualquer coisa do tipo. Estou muito bem, obrigado.


Só que é óbvio que a gente sente em alguns momentos saudade de casa, saudade da família, dos amigos, da comida, isso é totalmente normal e talvez uma das coisas mais difíceis (ainda mais quando você vê fotos de comida japonesa ou de um cachorro-quente do Arnaldo passando na timeline).


Uma coisa que estive pensando nesses dias é que nós somos bombardeados com informações novas, um idioma novo, uma cultura nova, um estilo de ensino diferente, fora os conceitos que ainda não estudei e às vezes me deixam um pouco no ar nas aulas. Mas é justamente esse bombardeio que faz com que o crescimento aconteça. Até um mês atrás estava no conforto da minha casa apenas sonhando como seria, agora estou vivendo e viver, nesse caso, significa arriscar, se expor, sair do que é cômodo e familiar. 



E acredito que quem vive uma experiência dessas pode passar por momentos meio complicados, de aperto, mas o crescimento como pessoa é enorme. Então é claro que o intercâmbio tem seu lado difícil, assim como outras mudanças que acontecem, mas não tenho dúvidas que são momentos passageiros com experiências que serão levadas pelo resto da vida

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sonhando acordado: Amsterdam - 5 Curiosidades rápidas.

Sempre acho legal saber um pouco sobre curiosidades de outro país, então vou postar a medida que for descobrindo coisas. Hoje, 5 curiosidades sobre a Holanda!

- Os holandeses são altos. No Brasil eu já tenho a sensação de não ser alto, mas aqui é diferente, me sinto muito baixo. Outro dia na universidade eu sentei em um sofá e meus pés não encostaram no chão, faltava acho que quase uns 10 cm. Fora que quando entro no trem parece que vou ser esmagado.

- Na Holanda eles não almoçam de verdade. A pausa do almoço é apenas para comer um pão, uma salada ou algo do tipo e logo eles já voltam para o trabalho.

- Os holandeses saem mais cedo do trabalho. Um holandês me disse que eles trabalham das 8 hàs 17h, mas isso justamente porque não almoçam.

- Venta muito aqui. Quando eu falo de ventar muito, não é um ventinho qualquer, mas aqueles de quebrar facilmente guarda-chuva e quase te derrubar. Não sei como as pessoas andam de bicicleta com esse vento.

- Poucos lugares aceitam cartão pré-pago de viagem. Quando fui para os EUA em 2013, pagava praticamente tudo com o cartão pré-pago e quando chegamos aqui recebemos um. Imaginei que todos os lugares aceitavam, mas quando fui fazer a primeira compra fui barrado. Ainda bem que tinha dinheiro, senão teria que ir no caixa eletrônico para sacar. Apenas as lojas maiores e internacionais aceitam, mesmo nos supermercados ou é cartão de débito ligado à conta corrente aqui ou é no dinheiro.

Os dias estão um pouco corridos, mas tentarei não deixar de postar, já foram quase 3 semanas aqui! O tempo está voando!

domingo, 10 de setembro de 2017

Sonhando acordardo: Amsterdam - Adaptação e experiências.

Depois de uma semana em Amsterdam, aos poucos a adaptação está acontecendo. Mas vou escrever sobre algumas coisas que me chamaram a atenção nesses dias.

Em alguns aspectos aqui me lembra um pouco São Paulo. Às vezes o dia começa com o tempo aberto, sol, mas logo o céu fecha e chove, depois para, abre, fecha e chove de novo, então um item indispensável na mochila é o guarda-chuva. Também porque aqui a gente vê pessoas com diversos traços étnicos no metrô, cada um falando uma língua.

Para nós brasileiros, alguns sons da língua holandesa não são muito fáceis, mas apesar disso, minha supervisora disse que no holandês, assim como no português, você lê todas as letras. A questão é saber pronunciar. E o jeito holandês é bastante curioso, eles são bem diretos, fazem críticas, dão broncas, mas as discussões não são levadas para o pessoal. Isso acho que é algo que nós latinos podemos aprender, porque assim, com certeza teríamos muito menos problemas de relacionamento.

No quesito segurança, sei que existem críticas sobre a cidade ter o consumo de drogas liberado, a prostituição legalizada por causar marginalidade, perigo, mas apesar disso, percebi que a cidade é bastante segura. A gente vê crianças pequenas indo no mercado comprar coisas, hoje mesmo vi um menino que aparentava ter uns 10 anos andando de metrô tranquilamente com seu Iphone. Ou seja, em um olhar simples, as drogas e a prostituição aqui não parecem estar relacionadas com a criminalidade. (Que fique claro, não estou defendendo isso no Brasil, é apenas algo que achei curioso).

Experiências

- Ontem pela primeira vez joguei bola aqui. Foi bastante engraçado porque tinha no mesmo jogo italianos, americanos, holandeses e eu. Jogamos em um campo bem zoado porque tinha partes com bastante lama. E ainda mais porque tinha uns caras jogando com calça jeans, tênis de corrida. Foi um show de horrores, mas pelo menos deu pra divertir um pouco. (Ainda preciso dar um jeito de limpar minha chuteira).

- Hoje fui lavar roupa e quase tive problemas. Na hora de ajustar a temperatura e o tempo, existem 3 modos. O Koud que é por volta dos 40 graus e 40 minutos, o Warm que é 60 graus e 40 minutos e o Heet que é 95 graus e 50 minutos. Quando perguntei para o cara da recepção ele disse para usar o Koud para roupas casuais e o Warm para toalhas, meias, isso era o suficinte, porque se fosse mais quente poderia encolher as roupas. Adivinhem qual que acabei colocando? Exato! No Heet! Entrei em desespero porque não conseguia parar a máquina, apertei todos os botões, tentei abrir a tampa. Fui na recepção para pedir ajuda e nem a mulher conseguiu desligar. Tive que ficar esperando e torcendo para a roupa não encolher. Ainda bem que não tive problemas, mas estava seriamente preocupado em ter que comprar outras roupas, porque aqui não é muito barato. O que me consolava é que caso tivesse que descartar, ainda dava para sobreviver com as que não estavam lá dentro. No fim deu tudo certo e aprendi que é melhor primeiro selecionar a temperatura com calma para depois apertar Start.

- E também hoje foi dia de tentar cozinhar. Acho que essa eu nem preciso falar que foi um desastre né?! Eu não sabia mexer no fogão, comprei tomate inteiro achando que era molho, coloquei macarrão demais, e óbvio, ficou horrível.

Apesar de tudo, sei que normalmente o começo é assim mesmo, a gente apanha bastante, mas espero não precisar de muito tempo para parar de apanhar um pouco.

domingo, 3 de setembro de 2017

Sonhando acordado: Amsterdam - A viagem e as impressões do primeiro dia.

Esse post não terá um texto sobre o que eu achei, como deu tempo resolvi fazer um vídeo rápido sobre a viagem e as primeiras impressões, confere aí! (Obs: não repara que a edição é bem simples e desculpa o meu cabelo rs).

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Sonhando acordado: Amsterdam - The time has come!

Enfim chegou o dia! Um tempo para ficar na memória!

Logo estarei conhecendo outras culturas, outra rotina, outro idioma e é claro que são muitas as expectativas e incertezas: será que vou conseguir me adaptar rápido? E as pessoas como serão? Meu inglês é suficiente? Meu projeto está bom? Estou levando os materiais certos?

Mas agora não tem mais volta, o desafio já foi aceito e está na hora de encará-lo. 

Foto: Eurovoix

O frio na barriga aumenta e sei que a responsabilidade é grande. Quero poder corresponder da melhor forma possível. Não, não é discurso pronto de jogador de futebol, é aquilo que tenho pensado durante esses últimos meses desde que fiquei sabendo que havia sido escolhido.

Levo em minha bagagem a torcida da minha família e amigos e agora é "Daag! Tot ziens, Brazilië!" ("Até logo Brasil!")


sábado, 19 de agosto de 2017

Sonhando acordado: Amsterdam - Inspira, expira, inspira, expira.

ESTÁ CHEGANDO! Em Setembro embarcarei para a tão esperada viagem! Particularmente, estava me considerando bem tranquilo até então, mas nesse último mês o mundo está virando de cabeça para baixo e estou tentando, como disse no último post sobre a preparação, contornar a ansiedade.

"Credo Felipe, se eu fosse você estaria só na alegria. O que te deixa tão ansioso?"

A primeira coisa é que é algo novo e de maneira geral, o que é novo assusta um pouco. Existe a questão da língua, ainda que eu esteja estudando inglês, não é minha língua materna e isso traz um pouco de insegurança. E também comecei a estudar um pouco de holandês essa semana e não, eu não deixei para estudar na última hora por vontade própria, o curso que estou fazendo só abriu agora. Claro que uma língua nova não se aprende da noite para o dia e por mais que eu vá usar basicamente o inglês lá, saber um pouco de holandês pode ser uma boa.

A segunda coisa é que parte das minhas responsabilidades no Brasil continuam. Isso quer dizer que tenho corrido com trabalhos, provas, relatórios e principalmente, o TCC. Lá também vou ter afazeres e um deles será falar sobre o meu contexto no Brasil, vou precisar montar uma apresentação. Com isso vem junto a responsabilidade de representar minha faculdade. Fiz uma pequena tabela com as atividades que preciso cumprir, mas ainda fica uma sensação de "será que estou esquecendo algum trabalho?".

Essa sensação de estar esquecendo alguma coisa é horrível. Para de fato não esquecer nada, fiz um check list do que preciso levar/fazer antes de ir. Isso inclui exames médicos, comprar remédios básicos, renovação da carteira de motorista e levar um dinheiro de reserva. A maioria dessas coisas já consegui fazer, graças a Deus.

Por isso, se eu estiver meio estranho (mais do que o normal) peço a sua compreensão. Muitas coisas passam pela minha cabeça ao mesmo tempo, mas prometo que é temporário.
Apesar de tudo, sinto como diz a sessão do blog como se estivesse sonhando acordado e escolhi esse título porque me identifico um pouco com essa música:


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estamos perdendo a noção?

Alguns pensamentos ficaram borbulhando na minha cabeça e quis escrevê-los aqui. Por isso vai um post curto e sem muitas pretenções além de perguntar. 

Hoje tivemos a confirmação da ida de Neymar para o Paris Saint Germain pelo valor de 820 milhões de reais ou 222 milhões de euros e isso fez dele o jogador com a transferência mais cara da história do futebol. Essa mudança desde algumas semanas atrás têm dado o que falar. Primeiro era, "Neymar deve ir? Deve ficar?" e agora é "Será que Neymar vai dar certo no PSG?". Expeculações e mais expeculações.
Mas o que me chamou a atenção foi o valor pago por um jogador de futebol e há algum tempo tenho começado a questionar se nós estamos perdendo a noção da realidade. R$ 820 milhões! É muita coisa!

Você pode até falar "o dinheiro é do clube, deixa eles gastarem da forma que eles quiserem!". Ok, só que você já percebeu que temos outras coisas que parecem estar passando dos limites? Não?

Vá em algum restaurante que abriu entre 2016 e 2017, provavelmente vai ter algum prato "gourmetizado". Hamburguer, pastel, comida japonesa, açaí e parece que a última moda é churros. Não vou ser hipócrita, assumo, eu como essas coisas também e são boas. Mas onde vamos parar?
Comecei a pensar, quando foi que começamos a perder a noção das coisas? O que consegui lembrar que para mim foi absurdo foi do Big Brother Brasil. Trancamos pessoas em uma casa e ficamos assistindo elas... viverem.

Além disso, vamos olhar para a situação do nosso país. Estamos vivendo dias que os políticos fazem o que querem e a gente só assiste. É quase um Big Brother da Câmara e nesse a gente nem vota para eliminar, pelo contrário, votamos para continuarem ali, deixando eles fazerem o que querem. Isso me entristece profundamente...

Por que fazemos isso? Por que somos assim? Por que não temos limites?
E pior, aonde vamos parar? Se é que um dia vamos...