quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Viver pelo medo.

Aviso: o post a seguir é um pouco diferente dos anteriores porque é um compilado de notas pessoais e o texto que fui redigindo com a leitura delas.

Há um tempo atrás comecei a perceber que em uma fase (ou boa parte) da minha vida estive vivendo pelo medo.
"Como assim?". Vivia momentos de forma artificial, não sendo totalmente quem sou, com medo em meu coração. Principalmente com medo de falhar, medo de não ser aceito, medo de me expor ao outro, medo de ser ferido.
Talvez a pressão de querer viver uma vida controlada e perfeita me fez ter muito medo de errar em minhas escolhas. Mas os dias foram se passando e percebi o quanto viver dessa forma estava me desgastando.
Estava me sentindo frustrado, decepcionado porque parecia que as coisas não estavam dando certo. Ou pelo menos não da forma que eu esperava.

Então não tenho medo de admitir que estou aprendendo a viver agora.

Viver de verdade. Sabendo que a vida não está sob o meu controle e que muitas coisas são descobertas com o caminhar.
Hoje parece que estou começando a respirar.
A pressão que havia (e há ainda) sobre meus ombros vai aos poucos sendo deixada para trás. Sei que isso tudo é um processo, que medos e traumas nem sempre saem de uma vez.
Mas parece que começo a entender de fato que a vida é semelhante a um quebra-cabeças (ainda que seja cliché isso. Aliás, se você já leu outros posts, deve saber que não ligo em usar clichés). Não é possível montar de uma vez, mas é preciso ir encaixando peça por peça.
Não preciso ter medo de não conseguir encaixar as peças na primeira tentativa. O importante é aprender como encaixá-las corretamente, independente do tempo que isso leve.

Hoje começo uma aventura chamada vida. Tentando deixar de viver pelo medo.



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Por que tanto ódio? - O agravante das redes sociais.

Será que sempre fomos pessoas com ódio e intolerância e agora que isso está vindo a tona por causa dos meios de comunicação, principalmente das redes sociais?

Faço essa pergunta porque não sei se é impressão minha, mas parece que cada vez mais nos tornamos pessoas mais intolerantes e "donas da verdade" na internet. Quem nunca viu posts de redes sociais (qualquer uma delas: Facebook, Instagram, Twitter, etc.) do tipo "lixo!", "vai se f*&#.", e outros semelhantes? Ou também entrou em um site de notícias e viu ao final da matéria comentários totalmente desnecessários e depreciativos simplesmente por não concordar?

Parece que a internet, mais especificamente nas redes sociais, se tornou um lugar de expor todo ódio sem ter um motivo relevante. (Sei que não sou o primeiro e nem serei o último a me manifestar sobre isso).
Não estou dizendo que temos que concordar com tudo o que lemos, mas se formos criticar, que seja uma crítica embasada, com respeito, sem ofender quem escreveu simplesmente porque a pessoa expôs a visão dela.
"Tenho o direito de me expressar". Ok. Tem mesmo. Mas como no velho ditado "quem fala o que quer, ouve o que não quer". Assim como a pessoa pode ofender, com boa probabilidade também será ofendida da mesma forma. Talvez seja muito confortável se esconder "atrás" da tela do computador ou do gadget e comentar qualquer besteira sem pensar nas consequências. Mas pergunto: o que adianta escrever isso?

Talvez tenha algo mais profundo em tudo isso. Talvez realmente sejamos pessoas cheias de amargura em nossos corações e que a forma de extravasar isso é postar, comentar. Penso que nossa sociedade com o espírito de competitividade exacerbado também contribui para nossos comportamentos agressivos. Quero deixar claro que não estou jogando a culpa na sociedade e isentando as pessoas, porém o modo como nós vivemos parece contribuir, porque a todo momento queremos nos comparar ao outro e vencer.
O desrespeito, o ódio, a intolerância começam a partir do momento que me julgo superior ao outro. Mas será que realmente sou? Ou seria essa uma auto-defesa para não expor minha fragilidade? Parece razoável a ideia de diminuir o outro já que não consigo me exaltar e nas redes sociais consigo ser superficial o suficiente para que não vejam o quão imperfeito sou na realidade.

Temos um agravante das redes sociais, mas temos a oportunidade de repensar o modo como as utilizamos. Temos um problema mais profundo de ódio em nossos corações, mas tempos a oportunidade de pensarmos, por que disso? É tempo para mudar. Ainda não é tarde demais para se questionar.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Por que tanto ódio? - A intolerância de nossos dias.

Havia escrito um post na última sexta (17/07) e ele sumiu. Não sei se apaguei sem querer ou se foi um erro do site. Mas basicamente, estava incomodado porque sentia que faltava algo em minhas postagens. No dia seguinte, conversei com alguns amigos sobre esse incômodo que pairava sobre minha mente. Ainda não sabia como explorar um tema de maneira mais profunda e ao mesmo tempo tentar escrever um texto objetivo e compacto. Foi então que uma amiga deu a sugestão de separar o tema em vários posts. Não tinha parado para pensar nisso e achei que poderia ser uma boa ideia para utilizar aqui. Então, partir desse post começarei essa proposta com o tema: Por que tanto ódio?

Outro dia estava andando de ônibus e ouvi um comentário sobre o incêndio na boate em Santa Maria - RS. O rapaz dizia que os que estavam na boate deveriam morrer mesmo só porque estavam no show da banda (que por sinal, não era do estilo que ele gostava) que, segundo a imprensa, soltou os fogos de artifício. Com esse e outros comentários, percebo uma intolerância, não sei se crescente ou não, mas em todos os aspectos, como por exemplo: étnico/cultural, sócio-econômico, religioso, etc.

Para ilustrar, vemos na tv, internet, jornais, casos de racismo e como as pessoas estão reagindo a eles. O mais noticiado recentemente foi com a Maju, do JN. (Às vezes até chega a causar indignação de como em pleno século XXI algumas pessoas ainda acreditam que a capacidade de alguém está sujeita a cor de sua pele). Mas o problema é que isso parece que ocupa espaço em todas as áreas de nossa vida. "Se você não torce para o mesmo time que o meu, você não merece meu respeito. Se eu te encontrar na rua vou te espancar até você entrar em coma ou morrer". "Se temos posicionamentos políticos diferentes, te odiarei com todos meus compartilhamentos no Facebook". E assim por diante. Poderia dar uma série de exemplos, mas acho que não é necessário. Já deu para entender.

Por qual motivo devemos ser tão intolerantes? Sinceramente, não consigo entender qual é o problema do outro ser diferente, pensar diferente, gostar de coisas diferentes.
A beleza do ser humano está na diferença. Se todos fôssemos exatamente iguais seria muito chato.
Precisamos pensar e repensar sobre nossa intolerância. Se continuarmos da forma que estamos nossa sociedade tenderá a ser ditatorial novamente. Imposição e caso não seja acatado, repressão. Nos uniremos aos acontecimentos que marcaram a história como fatos lamentáveis: fascismo, nazismo, a ascensão do Ku Klux Klan, etc. Além de enchermos nossos psicólogos e psiquiatras (e por que não até mesmo manicômio) com gente reprimida, deprimida e sem oportunidade de viver da forma que é.

Vivemos dias de alerta e penso, por que tanta intolerância se pode haver aceitação? Por que tanto ódio se pode haver o amor?
Observando tudo isso fico pensando aonde nós vamos chegar? Parece que estamos regredindo como sociedade. Ou será que sempre fomos assim e agora isso está vindo a tona por conta dos meios de comunicação, mais especificamente por causa das redes sociais?



quinta-feira, 2 de julho de 2015

Neblina

Você já andou em uma estrada com neblina? É uma sensação (pelo menos para mim) angustiante. O motorista tem que quadruplicar a atenção porque só consegue ver poucos metros a frente.
Tem momentos da vida que parece que estamos no meio de uma neblina (ok, imagino que seja uma comparação usual e até certo ponto cliché, mas sendo ou não, usarei mesmo assim).
São momentos em que não conseguimos ver o que vai acontecer até chegarmos muito perto. Isso é o que traz angústia e por isso pode ser uma das cenas mais clássicas dos filmes de terror.
Momentos em que a vista fica dificultada e o tomar uma decisão requer muito cuidado. Também momentos em que muitas vezes aparecem obstáculos inesperados e é necessário agilidade e destreza.
Há diversas formas de agir no meio da neblina. Cada um precisa avaliar suas condições e o tipo de neblina que está enfrentando.
Há neblinas rápidas, que o importante é continuar andando, em uma velocidade menor é claro, mas que logo logo passa.
Algumas são densas e não parecem passar, essas talvez a melhor recomendação seja parar e esperar. Uma hora ela também vai passar, ainda que não pareça.
Nas neblinas com obstáculos é preciso raciocínio rápido, porque não ter nenhuma atitude diante do imprevisto pode causar um acidente.
Às vezes podemos querer saber a origem da neblina e o motivo de estarmos no meio dela. Nem sempre teremos respostas, pois muitas vezes simplesmente é algo natural da vida.
Seja qual for a neblina, exige atenção. Talvez quando começamos a cair na rotina paramos de prestar atenção ao que está a nossa volta e por esse lado a neblina nos ajuda a observar melhor (mesmo que em um raio de distância menor).
E seja qual for a neblina, ela é passageira. Algumas passam logo, outras não. O importante é saber que uma hora ela vai passar e então poderemos ver de forma clara novamente.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

"Amigo estou aqui..."

Como já dizia a canção de Toy Story, "amigo estou aqui", semana passada dois fatos me fizeram pensar sobre como é importante desenvolver amizades, relacionamentos verdadeiros.

O primeiro deles foi reencontrar no mercado um casal de amigos que fazia tempo que não via. Nós conversamos durante uns 30 minutos e saí daquela conversa pensando "como foi bom revê-los", não só por ter sido uma conversa muito agradável, mas por considerá-los pessoas importantes.

O segundo foi um outro amigo que há um tempo não parávamos para conversar, mesmo encontrando direto, simplesmente chegar e perguntar se estava tudo bem e etc. Também conversamos durante bastante tempo e foi muito bom. Me senti renovado após a conversa.

Duas coisas simples, cotidianas, que para mim refletiram o "ser amigo".

Entendo que a amizade vai além de nossos interesses. A verdadeira amizade não envolve só os interesses pessoais, antes aceita o outro com suas virtudes, dificuldades.
Claro que parece ser mais fácil torna-se amigo de quem tem os mesmos interesses que você (talvez seja mesmo), por outro lado, conhecer pessoas diferentes ajuda a perceber quão interessantes essas pessoas são e o quanto elas podem nos ensinar.

Em dias que parece que cada vez mais nos ajuntamos com os nossos semelhantes e atacamos os diferentes, quebrar barreiras e fazer amigos diferentes verdadeiros é sem dúvida uma riqueza a ser guardada por toda a vida.
Amigos que tem ousadia em te corrigir, te fazer passar vergonha, te "salvar" em momentos constrangedores, te ouvir quando você simplesmente quiser desabafar. Amigos que não escolhem data ou hora para ir em sua casa "fazer um lanchinho" e que da mesma forma te recebem. Amigos que atendem sua ligação tarde da noite. Amigos que só de olhar você já sabe o que eles estão pensando. Amigos que mesmo passando anos longe, quando encontram é como se vissem todo final de semana.
Independente de como sejam seus amigos, deixe a vida te dar pessoas que você pode ouvir e falar "amigo estou aqui...".


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Imersão contra os pré-conceitos.

Em parte por conta da polêmica da parada gay em São Paulo/propaganda da Boticário e em parte por pensamentos que já vinham permeando minha mente há um tempo, resolvi escrever sobre nossos pré-conceitos. (Pré-conceitos que digo são nossos julgamentos antes de conhecer algo).
Antes de tudo, quero esclarecer que não entrarei no assunto da parada gay em São Paulo porque li muito pouco sobre o assunto e nem é meu objetivo discutir isso agora. Esse fato foi apenas mais um contribuidor para pensar o post sobre os pré-conceitos.

Estava pensando esses dias atrás, o quanto os pré-conceitos nos engessam?
Quantas vezes criamos barreiras com as pessoas e com situações por causa deles?

Vejo que eles podem nos impedir de criar grandes relacionamento e de vivenciar experiências enriquecedoras para a vida. (Obs: entendo sim que algumas barreiras em relação a pessoas ou situações podem ser frutos de experiências ruins).
Parece ser muito mais cômodo ficar olhando de longe, julgando, mas também é muito mais fácil errar. Condenar sem conhecer.
Semana passada tive uma experiência que me fez sair da minha zona de conforto. Fui com alguns amigos para uma fazenda e em um determinado momento resolvemos subir em um monte. Para subir lá tivemos que andar por um caminho com mato alto, espinhos, algumas partes com o solo íngreme. Eu poderia ter recusado ir e ter ficado de longe vendo como a situação era difícil por causa desses obstáculos. Mas resolvi fazer fazer diferente. Abri mão do meu pré-conceito de que poderia ser difícil e optei por "me lançar de cabeça". Com certeza, não me arrependi. Senti o que há muito não sentia e aquilo fez bem para mim.
Então vejo que essa é uma possível solução para superarmos nossos pré-conceitos. Imersão desarmada. Ir de coração aberto. Claro que nem sempre será uma surpresa positiva, mas acredito que essa atitude para com pessoas e certas situações pode sim dar ótimos resultados.
Quais pré-conceitos precisamos quebrar?

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Step by step on right time

Look around you, see, what is your situation? Your pace?
Think about your life, your relationships, your job. Are your steps too fast or too slow?
Be sensitive, stop, take a breath. It's not easy, but sometimes we need to stop everything and put our thoughts organized.
If we are into the eye of hurricane, maybe we can't see important details and it can compromise all.

Lendo um livro sobre liderança, comecei a pensar em algumas coisas.
Uma delas é a importância de parar e fazer uma análise sobre nossa situação. Essa análise deve ser feita de tempos em tempos para conseguirmos caminhar no ritmo certo. Passo a passo. Sem atropelar e sem deixar as oportunidades irem embora.
Nessa análise podemos envolver nossa identidade, nossas atividades/tarefas, o modo como nos relacionamos com os outros. Se ficamos apenas no "automático", nossa vida passará e será tarde demais para querer voltar atrás. Aspectos pequenos que podem passar despercebidos quando não observados com calma e podem se tornar um grande problema se não resolvidos. Por isso é importante refletir e "cortar pela raíz".
Claro que não devemos ficar nos analisando o tempo todo. Isso se tornaria uma patologia. Mas a ideia é de tempos em tempos, fazermos isso. Sempre podemos trabalhar em áreas de deficiência sem deixar de ser que nós somos. Precisamos saber qual é nosso ritmo e tentar andar no tempo certo.