quinta-feira, 2 de junho de 2016

Enquanto houver amanhã é preciso ter esperança.

Me peguei reflexivo nesses últimos dias porque vejo que talvez o cenário político recente (principalmente de 2 anos para cá) não traz boas perspectivias e as notícias que ouço não são as melhores. 

"A empresa X fechou, a empresa L mandou várias pessoas embora". Ouvir isso me deixou um pouco apreensivo a respeito do nosso futuro, com o caminho do país daqui para frente. Antes era uma notícia que eu via nos jornais, na internet, agora já são conversas que participo no meu dia-a-dia. Talvez hoje, pelo menos para mim, a crise bate a porta. 

Como disse, ficar angustiado foi minha primeira reação, mas após o desespero inicial (Oh! E agora? Quem poderá nos defender?), fui lembrando de algumas coisas. Já ouvi ou li (não lembro exatamente) que as crises têm seu lado positivo. Elas nos fazem sair da comodidade, usar a criatividade e ver além. Por causa das crises buscamos alternativas. 

É claro que passar pelo momento de crise não é fácil, mas enquanto houver amanhã é preciso ter esperança. Parece romântica demais essa frase e talvez até seja. Porém, pense comigo, o mais importante não é estar vivo no dia de amanhã? A vida e a esperança devem caminhar juntas, porque é possível que amanhã (metaforicamente falando) o cenário mude, mesmo que de forma árdua e trabalhosa (o que normalmente é). 

Olhando para a história, a humanidade já passou por outras crises, nosso país já passou por outras crises. Assim como elas foram superadas no passado, temos a inspiração para lutar e buscar superação na atual. Então se o desespero vier, devemos lembrar "enquanto houver amanhã é preciso ter esperança".

domingo, 1 de maio de 2016

Até encontrar o seu caminho...

Costumo acompanhar canais no Youtube com certa frequência e alguns deles é bem interessante ver o quanto a pessoa mudou com o tempo.
Um dos canais que acompanho é o Desimpedidos que fala sobre futebol e resolvi assistir um vídeo antigo apenas para rever mesmo. Sem perceber, comecei a prestar atenção, comparar como mudou o estilo do apresentador Fred. Os vídeos atuais parecem ser mais autênticos, dá para perceber que ele conseguiu construir sua imagem própria, seus bordões, seu estilo.
Uma vez vi um vloggeiro chamado Felipe Castanhari falando sobre isso, que no começo ele tinha tentado imitar pessoas que já faziam vlog até que resolveu ter sua própria identidade porque não estava se sentindo confortável daquela forma.

Na escrita, pode até ser que você copie uma fórmula, um jeito de escrever ou gênero que está fazendo sucesso para também ganhar destaque, mas penso, qual é o sentido de alcançar algo que não foi você que desenvolveu? Ok, a primeira resposta pode ser, "mas vou ganhar dinheiro", pode até ser, mas particularmente não vejo sentido em ganhar dinheiro dessa forma. Será que vale ganhar dinheiro a qualquer custo? Mesmo que esse custo seja a sua autenticidade?

Acho que no começo, quando não conseguimos pensar de forma profunda para construir nosso próprio caminho é importante ouvirmos, observarmos e tentarmos inspirados em outros, mas que isso não seja algo eterno. Entendo que isso deve acontecer até termos maturidade suficiente para desenvolvermos algo próprio.

Digo isso também em relação à vida, a minha vida deve ser o meu caminho, não o caminho dos meus pais ou dos meus professores ou dos meus amigos ou seja lá quem for. Isso não significa que devo seguir sem dar atenção ao que eles dizem. Posso ouvir conselhos, ouvir opiniões, mas no final, devo escolher o caminho para trilhar e sim, acho que os conselhos podem ser muito valorosos para ajudar nas decisões.

Para finalizar, parece que em algum momento da nossa vida precisamos desenvolver nossa própria identidade, nosso próprio estilo, nosso próprio caminho. Não precisamos ter medo de tentar, ainda que o medo do que não está certo nos ronde (e sobre o medo, recomendo esse post da Nicole).
Até encontrar seu caminho você pode ir por trilhas que já percorerram, mas reforço, isso até encontrar o seu caminho...

terça-feira, 29 de março de 2016

E se eu fizer mais e falar menos?

Depois de algumas semanas, finalizarei a série "E se..." com uma rápida reflexão a partir do que tem acontecido em nosso país principalmente nessas últimas semanas.

Não tem como fugir de toda a discussão acerca da nossa política, os impasses, as acusações, e os embates giram em torno de suspeitas de desvio de dinheiro, corrupção, enriquecimento de maneira ilícita. De pessoas que estavam e estão a frente do nosso governo. Pessoas que até um tempo atrás faziam discuros bonitos, que falavam de um país que está em ascensão, mas infelizmente, o que vemos hoje são resultados de uma má administração. Em outras palavras, o discurso ficou na teoria. (Detalhe importante, não estou preocupado em defender partidos políticos, meu foco nesse post é outro).

Baseado nessa situação, acredito que podemos começar a refletir sobre nossas palavras e atitudes.

Estava pensando, adianta falar bonito mas agir totalmente diferente?

A forma básica de comunicação para a maioria das pessoas é o discurso, talvez seja a forma mais clara de comunicação (claro, existem pessoas que pensam diferente), mas o que coloca o discurso a prova é a ação.

Sei que nem sempre conseguimos ser 100% fieis aos nossos discursos e é por isso que talvez seja importante ter cuidado com o que falamos, principalmente quando julgamos algo ou alguém.
Às vezes ouvimos discursos prepotentes que menosprezam os outros e colocam um peso exagerado, tão exagerado que nem a pessoa que fala consegue cumprir.

O resultado é a incoerência entre o discurso e a ação.

Um exemplo genérico, um policial que critica ferozmente a corrupção, faz postagens no Facebook, vai manifestar na rua, mas recebe R$ 10,00 para fingir que está tudo em ordem com um motorista embrigado durante uma blitz.

Entendo que precisamos pensar isso não só no aspecto da política, mas nas áreas gerais da nossa vida. Em nossos relacionamentos, afazeres do cotidiano, nosso discurso é comprovado com nossa prática.

Assim, penso em possibilidades para ser menos incoerente: ser mais honesto e falar menos (não literalmente, mas ficar com menos blábláblá e discursos arrogantes); assumir as minhas limitações em meus discursos; agir mais para que meu discurso tenha validade.
Essas possibilidades podem fazer a diferença, já que atualmente o ditado "faça o que eu diga, mas não faça o que eu faço" já caiu em descrédito.

Então termino o post pensando "e se eu fizer mais e falar menos"?

domingo, 6 de março de 2016

E se eu perdoar mais?

Dando sequência a série "E se...", estive e ainda estou pensando bastante sobre isso.

Perdão.

Há muito o que falar sobre o perdão, porque é um algo básico de qualquer relacionamento. Mas serei breve porque não é meu propósito deixar o post muito longo.

Entendo que perdoar pode ser relacionado com humilhar-se. (Como assim?). A atitude de perdoar alguém demonstra que você escolheu abrir mão de estar certo e seu orgulho já não tem mais tanta importância.

Acredito que o orgulho é um grande adversário do perdão (talvez o maior). Quando consideramos que a outra pessoa é quem está errada e esperamos que ela venha se desculpar (vamos ser sinceros, é o que pensamos na maioria das vezes) ergue-se uma resistência no relacionamento.

Mas aí que entra a parte de escolher abrir mão do orgulho. O perdoar não precisa acontecer necessariamente somente quando a outra pessoa pede perdão. Podemos desistir de querer estar certos por considerarmos o relacionamento com a pessoa mais importante do que um "eu tenho a razão e ela que venha se desculpar".
Isso não depende do sentir, como escrevi no começo desse parágrafo, tem relação com escolha.

Sei que não é fácil, mas entendo que o perdão é libertador. Perdoar e ser perdoado é semelhante a retirar um peso os ombros (peso este que não precisávamos carregar). Somente experimentando que é possível saber como é aliviador.

Então pergunto, o que pode acontecer com a qualidade dos meus relacionamentos se eu perdoar mais?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

E se eu reclamar menos?

Estive pensando essas últimas semanas e resolvi começar hoje uma série de 3 posts rápidos "E se eu...". Particularmente não gosto de ficar pensando "ah e se eu tivesse feito aquilo?", "e se eu tivesse dado outra resposta?", porque acho que não é algo saudável ficar remoendo o que já passou. Mas ainda que possa parecer, essa série não fala de passado e sim de possibilidades que podem ser reais, que podem começar hoje. Então vamos lá!

Você percebeu o quanto nós reclamamos?

Quando eu parei pra pensar sobre isso, fiquei lembrando dos meus comentários e reclamações.
Por exemplo, quando faz muito sol reclamo que está quente, quando está chovendo reclamo porque é ruim para sair de casa; quando tenho muita coisa para fazer, reclamo que não tenho tempo para nada, quando não tenho nada para fazer, reclamo que estou entediado.

Será que só eu faço isso?

Quantas e quantas vezes reclamamos apenas por reclamar?
E olha, não sei se você já ficou perto de alguém que reclama de  tudo, mas é muito ruim. Parece que a pessoa nunca está satisfeita e ingratidão parece ser a melhor palavra para descrever a situação.

Para não ser esse tipo de pessoa, começo a pensar "E se eu reclamar menos?". (Poderia muito bem colocar "E se eu parar de reclamar?", mas acho que isso é algo quase que impossível. Parece que reclamar faz parte da natureza do ser humano, por isso preferi reclamar menos).

O que aconteceria se eu reclamasse menos? E mais, por que reclamo de tudo?

Acho que posso terminar esse post por aqui, cabe a cada um fazer sua própria reflexão sobre essas perguntas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Será que vale a pena correr tanto?

Na primeira semana do ano pude ir para um acampamento no interior de SP e ficar por 5 dias lá. Nesses dias fiquei praticamente sem mexer no celular, já que o sinal do wi-fi era fraco e o do 3g quase não pegava (sim, ainda não tenho 4g).

Essa experiência no começo é meio desesperadora porque para quem está acostumado a ficar conectado o dia inteiro. Não ter redes sociais, páginas de notícias é angustiante. Mas depois do primeiro dia, a coisa muda de figura. O que era angústia começa a se tornar alívio. E você começa a perceber que não precisa tanto do seu gadget quanto você achava que precisava. Percebe que não morrerá se ficar sem ver as notificações logo que elas vem e que não faz tanta diferença ver um like agora ou depois.

Recentemente fui confrontado novamente com uma situação parecida. Por motivos de força maior,
passo boa parte do dia sem mexer em meu celular. Em uma conversa, vi que sem perceber acabamos entrando em um ritmo descontrolado e uma dependência até exagerada das tecnologias.

Comecei a me questionar então, será que vale a pena correr tanto?
Não no sentido literal, mas correr para ver as notificações, correr para ver as mensagens e respondê-las, correr para tirar uma foto e postar. Será que por isso realmente vale a pena correr?

Na mesma conversa que falei acima, me falaram que com esse estilo de vida a ansiedade vai fazendo parte do nosso dia-a-dia de forma sutil e quando vamos ver, não conseguimos esperar 5 minutos para sermos atendidos.
Essa velocidade na informação, na tecnologia, além de nos deixar mal acostumados, faz mal para nós. Ficamos mais stressados, ansiosos e não percebemos que estamos em um ritmo frenético que nem o nosso próprio corpo aguenta.

Por isso talvez seja importante repensarmos a forma como vivemos hoje. Deixar um pouco o celular, o tablet, o computador para aproveitarmos outras coisas da vida. Caminhar, praticar exercícios, conversar com os que estão a sua volta, para que assim a gente consiga correr em um ritmo que nosso corpo consiga sem adoecer.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

E quando acontece com a gente?

Normalmente, estamos acostumados a acompanhar pelas redes sociais, pela TV, jornais as coisas que acontecem pelo mundo a fora, posso estar enganado mas principalmente as coisas ruins. Há um tempo atrás como já falei aqui, os acontecimentos lamentáveis em Mariana - MG e em Paris. E de longe ficamos "nossa, que triste", mas e quando acontece com a gente?

É a primeira vez que estou vivendo uma situação de estado de emergência em minha cidade e quando fiquei sabendo, logo fiquei meio preocupado. Afinal, nunca vivi isso, não sei como me comportar.

Desde o ano passado, a média do volume de chuva é maior do que em muitos anos. Nos últimos dias, ela está vindo com muita força em pouco tempo, causando vários estragos aqui e na região. Fiquei sabendo que pontes caíram, estradas cederam, árvores desabaram, bairros estão sem água desde a tarde, pessoas foram levadas pela água e a sensação de insegurança frente a natureza aumentou.

E aí com tudo isso acontecendo o que sobra em nossos corações é a descrença, a reclamação, o questionamento, "por que comigo?". Uma vez ouvi uma resposta muito interessante, "por que não com você?". Às vezes em nosso olhar pequeno e egoísta, achamos que devemos ser imunes a esse tipo de coisa, devemos ser intocáveis em relação aos acidentes, em relação às catástrofes. Desculpe dizer isso, talvez você não pense assim, mas nós somos iguais. Somos feitos das mesmas matérias e sujeitos aos mesmos acontecimentos, uma vez que todos nós somos seres humanos em um mundo que às vezes parece ser caótico.

Então o que fazer quando acontece com a gente?

Podemos escolher, podemos continuar nos fazendo de vítimas achando que tudo conspira contra nós, podemos aceitar, chorar, enxugar as lágrimas, levantar e continuar, podemos simplesmente desistir e cruzar os braços, podemos fingir que nada está acontecendo. Tudo isso são possibilidades e acredito que há muitas outras que não citei.

O que eu entendo que é o melhor caminho a ser seguido, é saber daquilo que está acontecendo, saber minhas possibidades e limitações e fazer o que posso, nem mais, nem menos. Para mim, desistir e reclamar não parece ser a melhor opção, levantar e ter esperança no amanhã sim, porque acredito que uma hora isso se resolverá.